Hospital Ibiapaba CEBAMS realiza procedimento cardíaco de alta complexidade com técnica rara no Brasil

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O Hospital Ibiapaba CEBAMS alcançou mais um marco na área da cardiologia ao realizar com sucesso um procedimento de alta complexidade para o tratamento de uma paciente com histórico de múltiplas cirurgias cardíacas e elevado risco cirúrgico. A intervenção utilizou a técnica LAMPOON, considerada rara e realizada poucas vezes no Brasil.

De acordo com o cirurgião cardiovascular Dr. Luciano Abdallah, os avanços da medicina têm permitido que diversas doenças estruturais do coração sejam tratadas de forma menos invasiva.

“As patologias estruturais do coração são condições que afetam a anatomia física do coração, principalmente das válvulas cardíacas e hoje temos já condições de fazer todo esse procedimento, tratar essas estruturas sem abrir o peito, apenas com procedimento transcateter”, explicou o médico. Segundo ele, a técnica dispensa a abertura convencional do tórax e proporciona uma recuperação mais rápida aos pacientes.

Dr. Luciano Abdallah ressaltou que o Hospital Ibiapaba CEBAMS já realiza rotineiramente procedimentos estruturais cardíacos, principalmente relacionados às válvulas. “O hospital já realiza de rotina esses tratamentos estruturais, principalmente valvares. A gente já consegue fazer implante transcateter, as estenoses valvares, já é uma rotina a Tavi, que a gente implanta uma válvula para substituir a válvula aórtica por uma punção na virilha”, afirmou.

O especialista destacou ainda que esse tipo de intervenção representa uma importante evolução em relação às cirurgias tradicionais. “Sem fio, sem pontos para serem retirados no coração. Um procedimento muito menos invasivo do que uma cirurgia cardíaca convencional de peito aberto”, acrescentou.

O caso mais recente tratado pela equipe envolveu uma paciente idosa que já havia sido submetida a diversas cirurgias cardíacas. Conforme relatou o médico, o risco de uma nova operação convencional era extremamente elevado.

“Há alguns dias atrás, nós realizamos um procedimento muito complexo aqui no Hospital Ibiapaba que foi um implante de uma prótese transcateter mitral. É uma paciente já com idade, com várias cirurgias pregressas, e foi calculado um risco muito alto para refazer essa cirurgia convencional com o peito aberto”, disse.

Além do histórico cirúrgico, a paciente apresentava uma condição que aumentava significativamente a complexidade do procedimento. Segundo Dr. Luciano Abdallah, havia o risco de obstrução da via de saída do coração caso a nova prótese fosse implantada sem uma estratégia específica.

“Foi proposto então o tratamento transcateter. Essa paciente teria uma condição especial, uma complicação, se a gente conseguisse abrir a prótese perfeitamente dentro da outra, da válvula que ela já tinha, poderia ocasionar uma obstrução da via de saída do coração dela”, explicou.

Diante desse cenário, a equipe optou pela utilização da técnica LAMPOON. O procedimento exigiu planejamento minucioso e a participação de especialistas convidados de outras cidades, sendo Dr. Estevão do Rio de Janeiro, e os Doutores Paulo César e Eduardo Henrique de Uberlândia.

O cirurgião destacou que a equipe precisaria realizar uma etapa considerada extremamente desafiadora para garantir a segurança da paciente.

“Nós teríamos que fazer um procedimento transcateter de rasgar essa prótese antiga, um procedimento dificílimo, poucos procedimentos desse foram feitos no Brasil”, afirmou. Segundo ele, essa etapa era fundamental para evitar uma obstrução que poderia causar graves complicações durante ou após a intervenção.

Ao falar sobre o sucesso do caso, Dr. Luciano ressaltou a importância do planejamento pré-operatório. “O procedimento então foi muito bem planejado, aliás o pré-operatório desses pacientes transcateter é tão ou mais importante do que o procedimento em si porque tem toda uma preparação inclusive do procedimento e também das intercorrências que podem vir a acontecer”, explicou.

O médico também detalhou como funciona a técnica utilizada. “O procedimento de Lampoon é um procedimento onde a gente, com um catéter, a gente consegue colocar o catéter no folheto anterior da válvula que ele já tinha e com o bisturi elétrico a gente consegue rasgar esse folheto para consequentemente em seguida abrir a prótese e o procedimento ter êxito”, esclareceu.

O resultado da intervenção foi positivo e a recuperação da paciente ocorreu de forma rápida. “Foi um procedimento muito bonito, poucas vezes realizado aqui no Brasil, e a paciente saiu super bem. Dois, três dias depois, já estava em casa fazendo a feira”, contou.

Para Dr. Luciano Abdallah, o sucesso do procedimento é resultado do trabalho integrado desenvolvido pelo chamado Heart Team do Hospital Ibiapaba CEBAMS. “Nós temos um Heart Team, um Time do Coração, com várias especialidades”, afirmou. Segundo ele, cirurgiões cardíacos, cardiologistas clínicos, hemodinamicistas, ecocardiografistas, anestesistas e equipes de apoio participam conjuntamente das decisões para definir a melhor estratégia terapêutica para cada paciente.

O especialista também destacou a infraestrutura disponível na instituição. “Além de tudo o Hospital Ibiapaba CEBAMS, além de ter a parte humana muito especializada e fantástica, nós temos uma estrutura espetacular”, disse. Ele ressaltou que o hospital conta com salas cirúrgicas de última geração e equipamentos modernos de hemodinâmica, permitindo a realização de procedimentos avançados que estão entre os mais modernos do mundo.

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