O Hospital Ibiapaba CEBAMS tem avançado na organização do cuidado paliativo, consolidando uma abordagem que prioriza qualidade de vida, alívio do sofrimento e atenção integral ao paciente e à família.
O Ministério da Saúde define cuidado paliativo como uma abordagem que busca prevenir e aliviar o sofrimento físico, emocional, social e espiritual através do suporte integral à saúde. Pode ser aplicado em qualquer fase de uma doença grave, independentemente a idade da pessoa ou do estágio da condição, sempre respeitando as necessidades e desejos do paciente.
De acordo com o diretor técnico, Dr. Antônio José, essa prática nem sempre foi estruturada. “O cuidado paliativo, até o ano de 2002, ou seja 24 anos atrás, era apenas uma boa prática. Tinham o bom senso na hora de decidir sobre a melhor conduta”, declarou o médico.
A formalização veio com a definição da Organização Mundial da Saúde, que estabeleceu como foco central a qualidade de vida. “A qualidade de vida pode ter um significado completamente diferente, mas a qualidade de vida é o foco, é talvez a meta principal do cuidado paliativo”, explicou.
Outro diferencial é a inclusão da família no cuidado. “O cuidado paliativo não se restringe ao paciente, mas também à família que está junto com esse paciente”, afirmou Dr. Antônio José.
No Hospital Ibiapaba CEBAMS, o serviço foi estruturado em setembro de 2024, com equipe multidisciplinar, reuniões semanais e organização dos atendimentos. “Nós criamos nossa equipe para discutir casos, fazer busca ativa de pacientes e organizar essas avaliações baseadas em evidências”, expôs.
A instituição participa de um projeto nacional coordenado pelo Ministério da Saúde com apoio do Hospital Sírio-Libanês.
Para o diretor, o cuidado paliativo não está relacionado ao fim da vida, mas à sua valorização. “O cuidado não tem significado de fim. Ele busca a vida, ele só não quer um sofrimento”, finalizou o médico.
